Você tem uma pasta de modelos 3D e gostaria de organizá-la. Marcar os bons, rotular por projeto, anotar de onde veio determinado arquivo. Aí uma hesitação te trava: isso vai modificar meus arquivos?
A pergunta é legítima. Um arquivo 3D entregue a um cliente, enviado a uma impressora ou versionado num repositório precisa continuar sendo exatamente o que era. Aqui estão as três formas de anexar informação a um modelo, o que cada uma custa, e qual delas deixa seus originais intactos.
O Eyemesh adota a terceira via. Avaliações por estrelas, tags e notas são salvas num arquivo acompanhante mantido ao lado dos seus modelos, nunca escritas dentro dos próprios arquivos 3D. Seus originais ficam intactos byte a byte.
Na prática isso significa que você pode anotar livremente uma pasta de entregas para cliente sem que nenhum dos arquivos entregues difira do que você recebeu ou produziu.
O detalhe completo está na página metadados de arquivo personalizados.
Este é o ponto a entender antes de se apoiar nisso no dia a dia:
Em outras palavras: a portabilidade acontece no nível da pasta. Enquanto você raciocinar em pastas, tudo acompanha.
É certa assim que os arquivos não são inteiramente seus: material de cliente, modelos sob acordo de confidencialidade, entregas aprovadas. É certa também quando você trabalha com formatos sem campo de metadados, o que cobre a maior parte do mundo da impressão 3D.
É menos certa se você precisa que a informação viaje dentro do arquivo até outro programa, por exemplo para alimentar um fluxo automatizado que lê metadados embutidos. Nesse caso é o próprio formato que precisa carregar a informação, e nenhuma ferramenta externa substitui isso.
Não. Nada é escrito dentro deles. Os originais ficam idênticos byte a byte, e uma soma de verificação calculada antes e depois de anotar dará o mesmo resultado.
Sim, e é justamente o caso em que a abordagem por arquivo acompanhante mais se justifica, já que o formato STL não oferece lugar algum para uma tag, uma nota ou um comentário.
As duas coexistem sem atrapalhar uma à outra: são mecanismos distintos. A visualização em lista do Eyemesh inclusive mostra suas tags de arquivo numa coluna própria.
A pessoa recebe o modelo como ele é, sem suas anotações, que costuma ser o comportamento desejado. Para transmitir também o contexto, envie a pasta em vez do arquivo sozinho.
É aí que as tags fazem sentido, combinadas com ordenação e filtros. O tema é tratado em organizar arquivos STL baixados e em gerenciar uma biblioteca 3D sem DAM.